domingo, 29 de novembro de 2009

Ouvindo um concerto de maturidade tive a certeza de que o caminho percorrido foi de dúvidas e portas na cara. Me sinto em progresso, regresso. Me cobro demais por me achar um nada. Me cobro ainda mais pelas portas na cara. Agora progresso e no regresso ainda mais. Regressando no progresso sinto que abrirei algumas portas ao retornar.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O Rei Está Nu

No meu mundinho abstrato o rei está vestido, mas o de vocês está nu! Como ninguém consegue ver ou finge que não enxerga? Vocês realmente querem me convencer que assim está bom? Eu não quero ser tão inteligente quanto vocês... Prefiro a minha "ignorância". No meu mundinho o rei também estava nu mas eu não tentei enganá-lo, ou me enganar, e foi de uma colcha de retalhos que costurei seu manto. Eu me ofereço pra vestir o rei de vocês mas por que vocês não querem admitir que o seu rei anda como o mais miserável dos mendigos?

sábado, 21 de novembro de 2009

Eu quero

Eu quero tirar cores dos pequenos dissabores e jogar naquela tela branca.
Eu quero tirar das letras grandes idéias.
Eu quero tirar das lágrimas um momento feliz que certamente virá.
E do sorriso um momento bom pra ficar.
Eu quero tirar do céu a esperança.
E do caminho uma longa jornada.
Eu quero pegar de volta a inocência das crianças
E tirar da sua ausência boas lembranças
Eu quero tirar da música aquela vontade de viver um filme
Eu quero dos encontros harmonia
E dos desencontros encontrar alguém
Eu quero tirar da agonia a solução
E eu quero sofrer tudo
E depois sofrer ainda mais, se for por amor
Eu quero tirar as cercas que nos impedem de termos vidas mais saudáveis
Eu quero tirar da vida a vida
E eu quero tirar tudo isso e mais um pouco mas sem tirar nada de ninguém.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Vou me gastar até que reste só um corpo despido e do corpo doído roer meus ossos até morrer.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Me deixa reclamar po... é a segunda coisa que eu faço de melhor...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Se eu pudesse choraria dormindo pra economizar um pouco de tempo com as duas coisas que eu mais tenho vontade de fazer...
Me sinto não muito bem quando paro pra pensar que o mais perto que eu tenho chegado de dar carinho pra alguém tem sido acariciar o teclado enquanto escrevo pra mim mesma...
Me sustentando nos sorrisos infantis que funcionam como lenços nos meus dias lacrimosos, espero porém um sorriso invisível. Menos infantil.
Eu sei que você está aí! Ou está lá? Onde lá? Você já foi feito por alguém. Já foi impresso no meu espaço-tempo e eu tenho quase um déjà vu que me permite vê-lo de leve. Eu sinto o seu sorriso... Invisível.

sábado, 7 de novembro de 2009

Os lugares guardam uma memória. Eu posso senti-la.
Até eu imprimir minha memória em um espaço demora por isso fere quando a força pessoas imprimem as memórias delas no meu espaço. Não há uma reimpressão. Pra sempre restará aquela tinta fresca no espaço tempo da minha memória. Não me interessa o que houve antes de mim. Eu imprimo e pronto. Mas a minha porta fechada eu não tenho como abrir naquele momento. Me sinto de fora.
Acho que estou ficando doente.
Os nomes não me dizem mais nada.
As conversas estão sempre vazias.
Os rostos são todos iguais com suas diferentes línguas bizarras.
Acho que estou ficando doente.
Alguém vive minha vida no meu lugar.
É como um video game e sua brilhante possibilidade de jogar em primeiro plano ou não.
Sem escolher. Só jogando.
Acho que estou ficando doente.
O tempo e o espaço se confundem.
Não sei mais em que época estou.
Acho que estou ficando doente.
Sou.
Eu sou neurótica, sim! E tudo que eu queria era um pouco, mas so um pouquinho mesmo, de respeito. Fodam-se TODOS vocês, mas NÃO NA MINHA CAMA! Será que algum ser humano no mundo um dia conseguirá entender que a MINHA CAMA é o meu LUGAR SAGRADO e que NINGUÉM, salvo eu, deve encostar nela? Acho que não... se me serve de consolo os lençóis já estão limpos e o cigarro não mais se manifesta... mas a presença não sai...
Muitas línguas ao mesmo tempo embaralham a minha boca.
Línguas, permaneçam dentro de seus compartimentos de nascença, pois meus ouvidos vão enlouquecer. Quem vai desatar o nó do meu cérebro?
Fica o apelo...
Eu só queria dormir ou, a cerveja quer que eu durma...
Tchau blog. Oi? Cama? Hein?
Eu amo em português.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Obrigações

Obrigações.
Como bem já diz a palavra: obriga ações.
Obrigada por me obrigar a ter idéias geniais quando, no fundo, no fundo tudo o que eu quero é ser livre pra ter ideias normais. Normalmente idiotas e comuns. Eu não quero ser obrigada, muito obrigada, e me ser o tempo inteiro, a me ser por inteiro. As vezes me quero ser pelo meio. Mas, obrigações, obriga ações. As vezes se ser pelo meio é se ser por completo, é um complexo menos complexo. Mas, obrigações, obriga ações. As vezes só preciso tomar um fôlego rápido e como uma bala já posso voltar pro fundo da piscina e por dias e dias ficar sem respirar. Outras eu preciso de dias e dias pra respirar. Como explicar? Preciso de ar! Mas, obrigações... Obriga ações. Isso está me sufocando. Preciso de dias e dias há dias mas estou presa no fundo da piscina..!.!..!...!!!!!.. . . Obrigações, obriga ações. Obrigada à ações. Obrigada ações. Obrigações. Não! Muito obrigada. E desde sempre, obrigada.

Pessoas Opacas

Pessoas opacas...
Pacas!
Pessoas opacas pacas...
Pessoas pacas
Opacas.