quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Eu descobri muito cedo que são todos uns idiotas.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A vida é a nossa gaiola de obrigações.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Ser triste é minha maior felicidade.

domingo, 18 de outubro de 2009

Depois de um pouco refletir sobre minhas idéias circulares, com uma companhia agradável e um bom copo de chocolate quente, conclui: O que seria da arte sem a tristeza? Posso dizer que não seria grande coisa porque assim como a preguiça é mãe dos avanços tecnológicos, a tristeza é o sentimento que nos impulsiona a alcançar a dita felicidade. Se fossemos todos felizes não teríamos o que buscar e isso por si só já é triste. Viver sem objetivo... Eu prefiro ser triste, ser triste e buscar até o fim dos meus dias ser feliz pois em cada cor e cada pequeno gesto eu vejo uma beleza que poucos são capazes de enxergar. Vocês se enfeitam com vendas nos olhos e sorrisos de plástico. Eu me enfeito com lágrimas que brotam da alma como estrelas fantasmas para brilhar no meu céu nublado.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A arte de te amar ou não

Umas vezes te amo e outras te odeio profundamente. Tantas discussões inúteis... Já pensei em te abandonar diversas vezes mas algo em mim ainda insiste. Insiste. Talvez fosse melhor mesmo algo mais mecânico. São tantas as questões... Inútéis... Inúteis... Mas algo em mim ainda insiste. Insiste. Queria algo mais concreto. Mais certo. Um caminho menos torto. Com algum objetivo. Mas algo em mim ainda insiste. Insiste...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Delírios Abstratos

Dos sorrisos vazios e "bom dia" mecânicos resta-me apenas dor. Dor de alguém auto-insuficiente. Sempre me achei diferente dos outros mas me descobri igual. Igualmente humana no sentido de precisar de um sorriso sincero e de alguém pra se jogar conversa fora. Mas eu sempre faço tudo errado... Me pintando com notas, me escrevendo com cores e me tocando com letras. Com notas de tristeza, com cores de quem já foi mas com letras de quem quer voltar. De quem quer voltar a aprender a ser de novo e pela primeira vez diferente, com cores de quem será e com notas de felicidade. Felicidade é uma palavra que me desanima pois o ato de ser feliz implica em deixar de se-lo e a vontade de ser feliz denuncia alguém que não o é. E não o é por motivos não compreensíveis pois se a mesa não é farta não quer dizer que não se tenha opção na hora do jantar. Me sinto cansada e confusa. Cansada de não viver e confusa por viver na minha dimensão. As vezes acho que mesmo com todas as minhas semelhanças não sou daqui. Outras, acho que ninguém é daqui. Então, como eu sou muito especial pelo menos pra um alguém chamado eu, retorno a me crer diferente. Meus olhos parecem comuns. Mas não são. Toda vez que os encaro no espelho vejo um alguém velho, cansado e triste. São neles que guardo as rugas da idade que meu corpo ainda não apresenta. Outra pergunta, que as vezes vejo se sacudindo na minha cabeça, é: sou triste de nascença ou simplesmente aprendi religiosamente a ser assim?
Sem mais delongas gostaria de fazer meus agradecimentos: Obrigada primeiramente a mim pela iniciativa e pelo patrocínio para este post. Em segundo lugar às questões inúteis que sempre sobem que nem poeira no chão. E por último, mas não menos importante, aos meus leitores, ou seja, eu em dias diferentes. Resumindo, obrigada a mim porque mesmo estando sempre deprimida consigo fazer um trocadilho idiota que me fará rir amanhã.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Pequeno problema de auto-reconhecimento

Livia. Palavra estranha que por algum motivo quando é pronunciada me faz virar a cabeça em busca de seu projetor. Taí uma coisa que nunca perguntei pra ninguém... Será que todo mundo se sente estranho quando chamado por seu nome? Algo me diz que não. Pra mim é um tanto quanto bizarro quando alguém, salvo eu, se dirige a mim utilizando essa pequenina palavra de cinco letras. Desde sempre eu aprendi que era eu. Mas na realidade nunca me senti ela. Sempre que a ouço levo um susto como se fosse uma criança levada cujo os pais chamam atenção. Eu sei que essa tal Livia mora em mim, mas não sei onde. Ou, talvez, ela tenha se mudado ou mesmo morrido na infância. O mesmo digo pro ser desconfigurado que vejo refletido no espelho... Desde sempre eu aprendi que aquilo era eu... Mas eu não sou feita de cacos de vidros embora meu coração seja despedaçado. Na realidade são esses pedaços que ferem o resto. Eu reconheço em mim aquilo que vejo: minhas pernas, meus braços, mãos e etc, até mesmo o meu nariz, mas não o meu rosto por completo. O ser do espelho é feito de vidro. O ser fotografado é uma distorção feita através de uma máquina. Eu não confio em máquinas... Quem é Livia? Será o reflexo no espelho? E eu? Quem sou?

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Com o corpo todo mole e a mente meio fraca não sei de onde vem os comandos. Simplesmente faço como pessoa obediente que sou. Estou começando a ficar farta. A única vontade que tenho é de me abraçar com o edredom e com ele dormir enroscada enquanto o travesseiro acalenta com doçura o líquido que cisma em escapar de meus olhos.
Queria conversar com alguém, que nos meus padrões de inteligência, não fosse idiota. Queria um amigo, um ombro (físico) amigo.