Dos sorrisos vazios e "bom dia" mecânicos resta-me apenas dor. Dor de alguém auto-insuficiente. Sempre me achei diferente dos outros mas me descobri igual. Igualmente humana no sentido de precisar de um sorriso sincero e de alguém pra se jogar conversa fora. Mas eu sempre faço tudo errado... Me pintando com notas, me escrevendo com cores e me tocando com letras. Com notas de tristeza, com cores de quem já foi mas com letras de quem quer voltar. De quem quer voltar a aprender a ser de novo e pela primeira vez diferente, com cores de quem será e com notas de felicidade. Felicidade é uma palavra que me desanima pois o ato de ser feliz implica em deixar de se-lo e a vontade de ser feliz denuncia alguém que não o é. E não o é por motivos não compreensíveis pois se a mesa não é farta não quer dizer que não se tenha opção na hora do jantar. Me sinto cansada e confusa. Cansada de não viver e confusa por viver na minha dimensão. As vezes acho que mesmo com todas as minhas semelhanças não sou daqui. Outras, acho que ninguém é daqui. Então, como eu sou muito especial pelo menos pra um alguém chamado eu, retorno a me crer diferente. Meus olhos parecem comuns. Mas não são. Toda vez que os encaro no espelho vejo um alguém velho, cansado e triste. São neles que guardo as rugas da idade que meu corpo ainda não apresenta. Outra pergunta, que as vezes vejo se sacudindo na minha cabeça, é: sou triste de nascença ou simplesmente aprendi religiosamente a ser assim?
Sem mais delongas gostaria de fazer meus agradecimentos: Obrigada primeiramente a mim pela iniciativa e pelo patrocínio para este post. Em segundo lugar às questões inúteis que sempre sobem que nem poeira no chão. E por último, mas não menos importante, aos meus leitores, ou seja, eu em dias diferentes. Resumindo, obrigada a mim porque mesmo estando sempre deprimida consigo fazer um trocadilho idiota que me fará rir amanhã.
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