terça-feira, 6 de outubro de 2009
Pequeno problema de auto-reconhecimento
Livia. Palavra estranha que por algum motivo quando é pronunciada me faz virar a cabeça em busca de seu projetor. Taí uma coisa que nunca perguntei pra ninguém... Será que todo mundo se sente estranho quando chamado por seu nome? Algo me diz que não. Pra mim é um tanto quanto bizarro quando alguém, salvo eu, se dirige a mim utilizando essa pequenina palavra de cinco letras. Desde sempre eu aprendi que era eu. Mas na realidade nunca me senti ela. Sempre que a ouço levo um susto como se fosse uma criança levada cujo os pais chamam atenção. Eu sei que essa tal Livia mora em mim, mas não sei onde. Ou, talvez, ela tenha se mudado ou mesmo morrido na infância. O mesmo digo pro ser desconfigurado que vejo refletido no espelho... Desde sempre eu aprendi que aquilo era eu... Mas eu não sou feita de cacos de vidros embora meu coração seja despedaçado. Na realidade são esses pedaços que ferem o resto. Eu reconheço em mim aquilo que vejo: minhas pernas, meus braços, mãos e etc, até mesmo o meu nariz, mas não o meu rosto por completo. O ser do espelho é feito de vidro. O ser fotografado é uma distorção feita através de uma máquina. Eu não confio em máquinas... Quem é Livia? Será o reflexo no espelho? E eu? Quem sou?
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário