quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

ÓDIO


Lembrar de pensar menos em consequências e deixar fluir meus atos pagando por eles os juros da ira e não os do excesso de senso


sao tantos os palavrões que se esbarram ao passarem pelos dentes deixando-se escutar somente um rosnado


a sorte de vocês é não estarem na minha frente

domingo, 23 de novembro de 2008

um momento certo

sábado, 22 de novembro de 2008

as palavras de incredulidade quicam sem parar fazendo ressoar sua motivação maliciosa

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

é... pois é...
=$
.

domingo, 16 de novembro de 2008

a nota de rodapé possuia os seguintes dizeres:
¹Eu (referente ao autor do blog): caleidoscópio personificado originário do Rio de Janeiro.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Hoje tive a nítida impressão de que os livros de história da arte conspiram contra minha inteligência. Toda vez que o destino me carrega ao estudo acabo por me apaixonar pelo movimento da vez e determino a impossibilidade do surgimento de algo mais valioso para meus conceitos artísticos. Comecei a levantar minha teoria maluca quando percebi ter encontrado deuses dos pincéis só pelo que os livros diziam que pretendiam fazer mas verdadeiramente suas pinturas não significavam nada para mim.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Um momento a sós?

Definitivamente sou E.T.. Não que eu realmente me importe mas me importa se a você importar. Juro que tento não agir como uma criança de 10 anos mas é como me sinto perto de sua experiência inexperiente. Já não sei mais o que faço pois se não faço me angustio e se penso em fazer, todas aquela sensações passadas me voltam a mente e acho que não estou preparada para isso novamente. Quanto custa um momento sem a patotinha? Talvez houvesse mais coragem, mútua.

dalmata das manchas vermelhas

os coloridos expontaneos da pele andam causando certo tulmuto. as vezes se manifestam com gratuidade, mas na maioria delas... nao. o que fazer a respeito quando nem os recursos embelezadores femininos dao conta?

sábado, 1 de novembro de 2008

Sou um móbile solto no furacão

depois de descobrir a sensação de beijar um amigo selei momentaneamente minha corrida em direção ao alpe sorridente. nessa escalada desregulada de felicidade como estado normal sinto que abusei de minhas reservas. depois de um filme sessão da tarde [oh! sim!] conclui mais uma vez que detesto finais de ano bem como o dia em que minha existência completa uma volta em torno do sol. talvez fosse o momento de conversar com alguém, então percebi que nenhuma daquelas pessoas me estimulava à isso. por conseguinte humildemente vim escrever para mim. Agradecimentos ao blog.

sábado, 25 de outubro de 2008

A sensação que tive hoje em relação à nossa amizade foi de um jogo de video game ou um filme que se vê em casa com a opção de ser pausado. Esses meses que se passaram com nossa amizade em suspenso parecem não mais figurarem meu passado recente pois quando buscamos nossa amizade ela esteve lá, no mesmo ponto em que a havíamos deixado. Isso não quer dizer que eu anule os últimos acontecimentos. Esse tempo deixou de existir somente em relação à "nós". O mais estranho de tudo é que durante esse período nós amadurecemos, e sabemos disso, mas a meu ver foi um amadurecimento simultâneo e que apesar da distância parece ter sido feito de mãos dadas. Estou feliz.

sábado, 18 de outubro de 2008

com uma bola de ferro pretendo manter meus pés grudados ao chão
e que o resto de mim se mantenha pregado a eles

agradecimentos: primeiramente ao coração por espernear mas se manter em sua camisa de força, em segundo lugar ao meu cérebro por se manter dentro da minha cabeça e finalmente à vocês.

sábado, 11 de outubro de 2008

Conclusões

o assunto é sempre o mesmo: nós e nossas mazelas.
cada vez sinto crescente a convicção de conclusões.
as divergências são normais e como me disseram hoje opinião é que nem cu, cada um tem o seu, mas enfim... não consigo não achar que seu mundinho é conto de fadas demais e que o meu mundinho abstrato é real demais para os dois conviverem em harmonia, tanto que sempre que tocamos nessas opiniões íntimas surgem pequenas discussões... mas não foi por isso que comecei a escrever...
voltando a crescente convicção... as pessoas são todas iguais, só diferem de nome e endereço... elas se apaixonam e desapaixonam com a mesma facilidade e sensações... elas são igualmente escrotas quando querem se fazer desapaixonadas, elas são intelectualmente cafajestes variando somente em relação a coragem da ação... mas entenda, estava no plano sensitivo!
aiii... o álcool me dá dor de cabeça que nem pensar em vocês... não quero mais isso... morram todos vocês... eu lhes desejo um plano elevadamente distante de mim.
não quero homens e menos ainda mulheres (cafajestagem já é difícil, falsidade então...) quero almas desprovidas desses desejos e atitudes carnais... sou egoísta sim! não me interessa se são humanos tanto quanto eu pois esse mundo desumano me dá náuseas... vocês.

Sem Título (por falta de palavra na língua portuguesa)

a vontade é de comer teus órgãos vitais e beber teu sangue infecto de prazer e luxúria.
...
over dose.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

FODAM-SE
nada mais a declarar...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Tele-fonemas

telefonemas...
ambos fizeram meu coração palpitar. o primeiro pelo simples fato de minha ignorância não ter surtido efeito. foi então ativado o botão da incredulidade e o medo de continuar a frequentar certos lugares pelo simples motivo de não querer ser verdadeiramente rude, principalmente face a face. não gosto de ser assim.
o segundo começou com o medo de uma continuidade do primeiro mas logo após as primeiras sílabas acariciarem levemente meus tímpanos se desatou num sorriso, numa felicidade e leveza.
mas o medo ainda me segura pelos pés medrosos de hoje ir dançar.
mas a empolgação me segura pelas mãos ansiosas em novamente te tocar. amanhã?

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Alforriando o voluntário

Escravo de tua própria imaginação, nem ouse tentar me acorrentar. Que casa sem base era essa que construía com palavras? Se quer se mudar que vá morar sozinho e bem longe de mim. E é por te compreender tão bem que sinto repulsa. Vá fantasiar com outrem. Já tenho minhas próprias fantasias e a marca dos grilhões ainda estão recentes em minhas pernas.


A história se repete. Sempre. A mesma. Muda só o protagonista.
Escravizando-me? Espero que não.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

pontilhando incertezas com as cores que as convém crio a ilusão surreal do "eu" que cisma em se imprimir no mundo. se imprimir pra quê? no fundo, no fundo, sou só mais uma mera produtora - oh! palavra bonita que não reduz minha culpa - de lixo. não, eu não estou triste com isso. na realidade percebi que não me importo com o mundo. alias, me sinto cada dia mais feliz poluindo o mundo com o meu nada a oferecer. percebi que vezes sem conta me ponho nua em uma bandeja de prata e o mundo me olha ou não. e eu me visto ou me rasgo inteira. mesmo sem me importar com o mundo, meu ego-oco se oferece por completo. e, em contrapartida, o "tudo"do mundo nada significa pra mim.



o amor é cego
a paixão é surda
e a lucidez é muda

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Música para os olhos

Através dos discursos indiretos escreverei minha fábula que será cantada por minha voz amarela suavemente acompanhada de teu barítono roxo. Bailando em ritornellos seguiremos pauta a baixo; improvisando, onde houver de improvisar.

sábado, 20 de setembro de 2008

Pena, sinto dos tolos apaixonados sofrendo por um sentimento egoísta. Falo com a sapiência de quem vive mais de 50% do ano apaixonado. Agora, lúcido, me sinto forte e tomo de um gole a certeza amarga do caráter destrutivo desse sentimento.

Eu quero que o amor seja grande, mas não quero mais inventar, serei eu meu sol da noite primordial e o mundo fora nós não se resumirá a tédio e pó.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Fora de Circuito


Eu tenho postado títulos e coisas sem eles, definições de dicionário e minhas indefinições pessoais. Mais uma vez eu ia postar um título de texto ausente até que a tinta azul começou a fluir de minhas mãos como que em desabafo.
Vendo minha vida como terceira pessoa mas agora é porque ela aponta uma arma para mim. Essa situação me põem a beira da loucura pois o querer-fazer emana de meu corpo com mãos e pés atados.
Cansei.
No meu utópico mundinho todo domingo decido que na semana em curso terei minha primeira semana normal e como que por comunicar a vida em tom de ameaça ela se zanga e me passa pra trás. Terceira pessoa de mim.
Eu me rendo.
Você joga sujo. Não bastasse os dias que me têm roubado agora ainda rouba meu sono. Até quando?
Ontem foi domingo. Ontem eu decidi ter uma segunda normal. E mais uma vez você trapaceia. A chuva varre tudo lá fora e aqui dentro, protegida, varre as decisões outrora tomadas.
O mais estranho disso tudo é que apesar dessa enorme frustração não me sinto triste, no máximo, contrariada. Ainda bem...
E, é pontualmente às cindo e vinte e seis da manhã que me despeço deste futuro post-mais-do-que-desabafo, dessa vez sem a utópica pretensão de voltar a dormir tão cedo ou, tão tarde.


Obs.: E meus pés coçam pela falta da dança. E o corpo emudece. E a mente enlouquece com tantos bailes fazendo de meu cérebro um pula-pula sem futuro.

sábado, 13 de setembro de 2008

Saúde

bactéria

do Gr. baktería, bastão


s. f.,
Biol.,
microrganismo unicelular procariota sem pigmento de clorofila, que vive no solo, na água, sobre os animais e vegetais ou nos líquidos orgânicos destes últimos, responsável pela decomposição de substâncias orgânicas e pela propagação de doenças;
micróbio.





Será que andando com uma plaquinha com os seguintes dizeres "Não hospedo bactéricas, vírus e similares" eu resolvo esta super-lotação prejudicial também financeiramente?

terça-feira, 9 de setembro de 2008

É tudo uma questão de jeito.

domingo, 7 de setembro de 2008

estou embriaga pela paz dos deuses brincando pelo reino da amizade.
como homem diria que vocês são todos mulherengos e engraçados.
como mulher, que são cafajestes ou otários.
prefiro me manter à margem em meu sólido caderninho abstrato envolvendo-os por vezes com a tinta azul de minha caneta mental.


dessa vez não apostei minhas fixas. eu vi sua carta antes de ser posta à mesa.
dessa vez eu decidi não fazer uma jogada arriscada demais pois sua língua afiada poderia me levar a falência.
dessa vez eu tenho fixas na mesa e um ar meio sapeca.


refinando gostos

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

tenho bichinhos nos pés e uma confusão na cabeça.
eu queria 1+1 = 2.
depois eu queria 1+0 = 2.
decidi que 1+1'= 2 é melhor.
até resolver que 1+1+1+... = 2 pode ser melhor ainda.

não me jogue em braços alheios. deixe que os braços escolho eu. e, com minhas próprias pernas irei.
não queira ser cupido de um sentimento não mais existente.
seu despeito atuou tarde demais.
não quero cupidos outros, entenda.
o meu cupido sou eu.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A Festa

Maria Rita

Composição: Milton Nascimento

Já falei tantas vezes
Do verde nos teus olhos
Todos os sentimentos me tocam a alma
Alegria ou tristeza
Se espalhando no campo, no canto, no gesto
No sonho, na vida
Mas agora é o balanço
Essa dança nos toma
Esse som nos abraça, meu amor (você tem a mim)

O teu corpo moreno
Vai abrindo caminhos
Acelera meu peito,
Nem acredito no sonho que vejo
E seguimos dançando
Um balanço malandro
E tudo rodando
Parece que o mundo foi feito prá nós
Nesse som que nos toca

Me abraça, me aperta
Me prende em tuas pernas
Me prende, me força, me roda, me encanta
Me enfeita num beijo

Me abraça, me aperta
Me prende em tuas pernas
Me prende, me força, me roda, me encanta
Me enfeita num beijo

Pôr do sol e aurora
Norte, sul, leste, oeste
Lua, nuvens, estrelas
A banda toca
Parece magia
E é pura beleza
E essa música sente
E parece que a gente
Se enrola, corrente
E tão de repente você tem a mim

Me abraça, me aperta
Me prende em tuas pernas
Me prende, me força, me roda, me encanta
Me enfeita num beijo

Me abraça, me aperta
Me prende em tuas pernas
Me prende, me força, me roda, me encanta
Me enfeita num beijo

Já falei tantas vezes
Do verde nos teus olhos
Todos os sentimentos me tocam a alma
Alegria ou tristeza
Se espalhando no campo, no canto, no gesto
No sonho, na vida
Mas agora é o balanço
Essa dança nos toma
Você tem a mim

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Passos

pés em conflito harmônico
quentura
elevação da temperatura corporal
corpos unidos por enlaços

meu corpo que é laçado pelo teu
teus lábios pregados aos meus

bailando infinito a dentro
até a carruagem de abóbora chegar

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Estado

felicidade

do Lat. felicitate


s. f.,
ventura;
bem-estar;
contentamento;
bom resultado, bom êxito;
dita;
qualidade ou estado de quem é feliz.

Falta

Andando pelos corredores do velho prédio sujo percebi a falta da saudade, que eu chamaria de saudade se houvesse o desejo de voltar a ver ou sentir. O fato da saudade ter se ausentado transformou todo o esforço do choro em gargalhadas de escárnio. Acho que tudo não passava de costume. Agora arrumo as malas para me acostumar com a falta a ponto de deixar de perceber. Esse vazio me preenche de modo tal que tudo que desejo é superficial demais para eu querer por muito tempo.

Capítulo 1

O "conteúdo" que até poucos minutos se encontrava neste blog mudou-se para http://escrevendoemcirculos.blogspot.com. A partir de agora inicio o capítulo 2 de meus delírios pleonasticamente abstratos neste velho e faxinado endereço.