pontilhando incertezas com as cores que as convém crio a ilusão surreal do "eu" que cisma em se imprimir no mundo. se imprimir pra quê? no fundo, no fundo, sou só mais uma mera produtora - oh! palavra bonita que não reduz minha culpa - de lixo. não, eu não estou triste com isso. na realidade percebi que não me importo com o mundo. alias, me sinto cada dia mais feliz poluindo o mundo com o meu nada a oferecer. percebi que vezes sem conta me ponho nua em uma bandeja de prata e o mundo me olha ou não. e eu me visto ou me rasgo inteira. mesmo sem me importar com o mundo, meu ego-oco se oferece por completo. e, em contrapartida, o "tudo"do mundo nada significa pra mim.
o amor é cego
a paixão é surda
e a lucidez é muda
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